sexta-feira, 25 de maio de 2012

Trabalhadores rurais trocam o café pela construção civil



Produtores de café de Altinópolis enfrentam dificuldades para contratar trabalhadores encarregados da colheita do grão. O motivo é que parte desses profissionais migrou para a construção civil de Ribeirão Preto e não quer voltar para o campo.

"A colheita começa a partir da próxima semana e está difícil encontrar trabalhadores suficientes", diz Guilherme Vicentini, presidente do Sindicato Rural de Altinópolis.

Segundo ele, a escassez de mão de obra se deve também aos migrantes de cidades de Minas Gerais, que ampliavam a oferta braçal, mas que nos últimos anos deixaram de buscar trabalho na cidade.

Essa desistência dos mineiros já era esperada por conta do avanço da colheita feita por máquinas. "

A colheita mecanizada já atinge metade dos cafezais de Altinópolis e tende a crescer, assim como ocorre com a cana-de-açúcar", comenta.

Altinópolis é conhecida pela produção de café arábica, a maioria exportado, e, conforme o sindicalista, a safra atual deverá render 300 mil sacas de 60 quilos.

"Equivale a 45% acima da safra de 2011, devido à bianuidade, tradicional no setor, no qual há produção maior em um ano e menor em outro", explica.

O Sindicato não possui projeção de quantos trabalhadores são empregados no período de colheita, que vai de junho a agosto. Conforme apurado junto a produtos e empreiteiros da cidade, no período são contratados perto de 5 mil profissionais.

"Está difícil fechar as 20 vagas que preciso preencher até na próxima semana", afirma Maurício da Costa, que trabalha em uma das fazendas.

Segundo ele, por semana tira-se R$ 400, embora haja colhedor que chegue a R$ 700 semanais. Mas essa renda só vale durante os três meses da colheita. Em Ribeirão Preto, um operário da construção chega a tirar R$ 1,4 mil por mês.




Fonte: Jornal A Cidade

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