quarta-feira, 14 de novembro de 2012
Com capital no bolso, a hora é de investir
A grave estiagem enfrentada pelas principais regiões produtoras dos Estados Unidos trouxe consequências positivas para o agronegócio brasileiro. Com estoques globais de milho e soja reduzidos, a cotação das commodities alcançou preços recordes na safra 2011/12. Apesar de encarecer os insumos e custos de produção da cadeia de carnes, a comercialização dos grãos a preços elevados deixou produtores, cooperativas e empresas agrícolas capitalizadas. O resultado desse aporte foi sentido também pelo setor de máquinas e equipamentos agrícolas, cujo faturamento em agosto foi 4,3% superior ao do mesmo mês de 2011.
Balanço da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) indica um crescimento de 13% no faturamento nos oito primeiros meses deste ano em comparação ao mesmo período do ano passado. Entre janeiro e agosto de 2012, o setor atingiu a marca de R$ 7,23 bilhões de faturamento, em comparação aos R$ 6,4 bilhões de 2011.
De acordo com o presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA), da Abimaq, Celso Casale, o crescimento do setor agropecuário se reflete na venda de máquinas e implementos. Em 2011, o setor apresentou 30% de aumento nas vendas, sem contabilizar os tratores e colheitadeiras. Casale espera fechar 2012 com incremento de 13% a 15% nas vendas. ''O produtor está capitalizado graças aos preços dos grãos e, com isso, investe em maquinário porque quer ganhar em produtividade'', analisa. Para o próximo ano, a projeção é de aumento de 10% nas negociações. Casale explica que 2010 e 2011 foram anos de recuperação diante da grande queda enfrentada pelo setor em 2009.
Fonte: Folha Online
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