quarta-feira, 11 de julho de 2012

Secretária de Agricultura de S. Paulo se compromete com a citricultura em crise

A secretária de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Mônika
Bergamaschi se comprometeu a encaminhar ao governador Geraldo Alckmin as
demandas apresentadas nesta quinta-feira (05/07) por representantes dos
citricultores e da indústria processadora de suco de laranja.
O presidente do Conselho da Associtrus, Renato Queiroz, propôs a implantação
de um imposto seletivo para refresco, néctar e suco natural, que reduziria o
preço do produto final e aumentaria o consumo interno.
Também salientou a necessidade do Governo intervir na proposta da mudança da
Lei do Suco (que está para ser revogada), desobrigando a utilização de 10%
de suco natural nos refrigerantes a base de suco.
Informou a Secretaria que o deputado Nelson Marchezelli está retardando no
despache da lei (PL 3541/2012) apresentada pelo deputado Antônio Carlos
Mendes Thame, que obriga as indústrias processadoras de laranja in natura
com financiamento no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
(BNDES) a adquirirem um percentual de 40% do total processado de
matéria-prima de produtores rurais. O mesmo se aplica aos produtores de
cana-de-açúcar. “Solicitamos também a volta do subsidio do seguro do
Greening e Cancro como era no princípio”, afirma Renato Queiroz.
As cooperativas Coagrosol, Coaf e Cocer, propuseram a redução do ICMS das
processadoras que, atualmente, é de 18%.
A secretária Mônika Bergamaschi mostrou números como a quantidade de alunos
nas redes municipais e estadual e de presidiários no Estado de São Paulo,
com vistas ao aumento do consumo interno de suco de laranja.
A CitrusBr, representada pelo Christian Lohbauer apresentou uma simulação de
quanto custaria 1 litro de suco concentrado a ser entregue a uma envasadora.
Utilizando 200 caixas de laranja para fazer uma tonelada de suco, pagando R$
7,00 por caixa custaria US$ 875 a tonelada, o processamento feito pelas
indústrias tem custo de US$ 375 por tonelada.
Sem contabilizar os custos de envase e da logística de armazenamento e de
distribuição, o custo final a ser vendido é de R$ 3,30/litro.
E para cada 20.000.000 (vinte milhões) de caixas de laranja que são
suficiente para produzir 70.000 (setenta mil) toneladas de suco e
consequentemente produzir 54 milhões de embalagens de 1 litro.
A idéia apresentada seria a de implantar um programa similar ao “Viva
Leite”, que entrega 1 litro de leite por semana para cada aluno.
No site da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, diz que há “5,3
mil escolas, 230 mil professores e mais de quatro milhões de alunos”.
Vamos fazer uma conta simples.
6 meses x 4 semanas x (4.000.000 alunos +230.000 professores)= 101.520.000
de litros Se 54.000.000 de litros necessita de 20.000.000 de caixas, para
101.520.000 de litros será necessário 37.600.000 de caixas apenas para
suprir as escolas.
Com estas medidas em contrapartida as indústrias comprariam a quantidade
correspondente dos produtores de fruta precoce preferencialmente.


Fonte: Associtrus

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