quinta-feira, 12 de julho de 2012
Dólar encerra em queda de 0,2%, a R$ 2,036, mas ata do Fed limita declínio Dólar encerra em queda de 0,2%, a R$ 2,036, mas ata do Fed limita declínio
O dólar fechou em queda nesta quarta-feira, mas teve a intensidade do declínio abrandada em reação à ata do Federal Reserve. Após a divulgação do documento, o dólar ganhou fôlego ante inúmeras divisas de economias emergentes, simultaneamente à renovação das mínimas dos índices acionários em Nova York e aqui. A percepção é de que, embora a perspectiva para a economia norte-americana seja de cautela, o Fed não sinalizou que um novo relaxamento quantitativo seria iminente, desapontando os investidores.
No balcão, o dólar à vista encerrou a R$ 2,0360, com queda de 0,20%. Na mínima, a moeda foi a R$ 2,0260 (-0,69%) e chegou a R$ 2,0400 (0,0%), na máxima do dia. Na BM&F, a moeda spot fechou em R$ 2,0380, com alta de 0,20% (dado preliminar), na máxima. O giro financeiro total somava US$ 1,994 bilhão (US$ 1,756 bilhão em D+2) perto das 16h40. Há pouco, o dólar para agosto de 2012 estava em R$ 2,044, perto da estabilidade (+0,07%).
Em grande medida, cita o gerente de câmbio da TOV Corretora, Fernando Bergallo, “a situação continua não sendo animadora para que o investidor tenha apetite para tomar posição de risco”. No exterior, logo depois que a ata do Fomc foi conhecida, as bolsas em NY foram às mínimas e o euro caiu abaixo de US$ 1,2225.
Por aqui, perto do fim da manhã, em um movimento quase simultâneo à divulgação dos dados de fluxo cambial, o dólar à vista havia começado a reduzir a intensidade da queda, renovando máximas para o período, mas em um movimento ainda volátil, o que significa que a magnitude do declínio voltaria a ser ampliada. Operadores citam que o fluxo cambial não foi o “fator direcional” do rumo da moeda na sessão.
O recuo mensal das vendas no varejo brasileiro em maio confirma que os dados econômicos do País continuam surpreendendo para baixo. Se as condições para o crescimento local e global continuarem desapontando, o risco é que o Copom continue cortando o juro, cita um analista estrangeiro. Para a moeda, o foco permanece, na visão dos agentes de mercado, na disposição do governo em manter o dólar oscilando em um intervalo estreito, entre R$ 2,00 e R$ 2,10, diante da preocupação de que a deterioração externa corroa a demanda consumidora pelas exportações brasileiras.
Números divulgados pelo Banco Central mostram que o fluxo cambial ficou positivo em US$ 396 milhões na primeira semana de julho, sendo que tanto o fluxo financeiro quanto o comercial ficaram positivos em, respectivamente, US$ 386 milhões e US$ 10 milhões. No detalhe, um economista avalia que a média diária de contratação para exportação e importação caiu muito. “A contratação de ACC (Adiantamento sobre Contrato de Câmbio) em si vem caindo. (O montante em) junho já foi mais baixo que maio, e julho está sendo mais baixo que julho”, citou o profissional.
Fonte: O Estado de S.P.
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