sexta-feira, 13 de julho de 2012
Dólar acompanha o exterior e sobe 0,10%, a R$ 2,038
Com a decisão do Copom corroborando exatamente aquilo que o mercado esperava e antecipou nos preços dos ativos, o comportamento do mercado doméstico de câmbio, nesta quinta-feira, replicou o andamento da moeda norte-americana no exterior. A aversão ao risco alimentou a valorização do dólar ante a maioria das moedas e, aqui, a cotação fechou em R$ 2,038, com alta de 0,10%. No mercado à vista da BM&F, o dólar encerrou o pregão a R$ 2,0405, com valorização de 0,12% e, às 16h55, o dólar agosto era cotado a R$ 2,046, com aumento de 0,10%.
Os operadores ressaltaram ainda que as oscilações do dólar, internamente, continuam sendo limitadas pela percepção de que o Banco Central está disposto a agir para manter o dólar dentro dos níveis de R$ 2,00 a R$ 2,10.
Apesar de a Europa, hoje, ter dado um intervalo na sequência de notícias negativas com que tem abalado os mercados, os investidores foram incapazes de mostrar ânimo para assumir riscos. A preocupação com a atividade global volta a pautar as decisões de negócios à medida em que as lideranças dos países desenvolvidos vão frustrando as expectativas criadas lá atrás, nas reuniões do G-20 e da União Europeia.
Depois desses encontros e das medidas expansionistas adotadas na Europa, as atenções voltaram-se principalmente para eventuais ações do banco central norte-americano, o Federal Reserve. Essas medidas não surgiram e, ontem, a ata da última reunião do comitê de política monetária dos EUA mostrou que o Fed não tem pressa em adotar um novo programa de injeção de liquidez na economia norte-americana, com alguns membros defendendo que isso só se justificaria se a recuperação econômica perdesse ainda mais força ou se a inflação caísse.
Para completar as decepções, o Banco do Japão (BoJ) também optou por medidas tímidas no sentido de incentivar a atividade do país. O BoJ decidiu manter a taxa básica de juros entre 0,0% e 0,1% e anunciou uma ampliação no programa de compra de títulos do governo que os investidores consideraram insuficiente.
Além disso, os investidores adotaram um comportamento de cautela diante da agenda de indicadores da China. Ao final da noite de hoje, o gigante asiático divulgará os dados do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre deste ano. Também saem números de vendas no varejo, investimentos em ativos fixos e produção industrial, todos referentes ao mês de junho.
Fonte: O Estado de S.P.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário