terça-feira, 10 de julho de 2012
Crise no setor sucroenergético entra na agenda das eleições municipais
Poucos, desinformados, acreditam ainda que a presidente Dilma Rousseff reverta, por iniciativa própria, sua posição contrária à retomada dos investimentos na cadeia produtiva sucroenergética, o que poderia ser feito se ela tomasse as medidas que já foram discutidas no âmbito dos Conselhos de Competitividade Setoriais do Programa Brasil Maior.
Se há, neste momento, uma questão emblemática que faça a presidente Dilma divergir de Graça Foster, a presidente da Petrobras, pelo menos em ambientes a portas fechadas, esta questão envolve o etanol.
A cada momento aumentam as críticas de importantes formadores de opinião contra a política desastrada e predatória com subsídios vergonhosos e inaceitáveis para a gasolina e o diesel, em detrimento do etanol e do biodiesel. Todos perdem com esta postura imperial, irredutível e asinina de Dilma que prestigia combustíveis fósseis e poluentes em detrimento dos limpos, renováveis, que empregam 2,5 milhões de brasileiros e distribui renda em centenas de municípios espalhados em Estados vocacionados para produzirem a cana-de-açúcar.
Até aí, com efeito, não há nenhuma novidade, posto que a presidente deu uma banana para as vantagens da energia limpa e renovável durante a desastrada Rio+20 (não seria Rio-20?). Com o início das campanhas das eleições municipais de outubro, esta situação deve mudar.
Prova disto é o que acaba de ocorrer em Sertãozinho, onde o prefeito que governou a cidade de 2000 a 2008 (Zezinho Gimenez), ao ter seu nome anunciado pelo Diretório Municipal do PSDB como candidato a sucessão do atual prefeito, Nério Costa do PPS e já em sua primeira entrevista à imprensa, deu ênfase à crise vivida pelo município o que fez cair o seu índice de desenvolvimento medido pela Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro).
A estratégia deve ser repetida nos principais e mais importantes municípios canavieiros de todo o país. Ou seja, candidatos dos partidos que estão de alguma forma alinhados com o governo federal, serão apontados como responsáveis pela crise que vive o setor.
Detalhe: o vice-prefeito de Sertãozinho, também candidato à reeleição, é do PMDB e o PT formou um arco de partidos que deram apoio a Nério Costa. O índice Firjan se forma através dos investimentos que as administrações públicas têm feito em saúde e educação.
Nestes quesitos, o atual prefeito investiu mais do que o anterior. Outro item que tem forte peso no índice, é o emprego. Ora, todos sabemos que a partir do segundo semestre de 2008 os investimentos no setor sucroenergético simplesmente desapareceram, não por culpa dos administradores e gestores municipais.
Ao mesmo tempo, trabalhadores e produtores de cana estão sendo instados por lideranças do setor a trabalharem e apoiarem apenas candidatos alinhados com o setor que atravessa situação de dificuldades provocadas pela insensibilidade e irresponsabilidade do governo federal.
Aqueles, mais experientes, que acreditam já terem visto de tudo nesta vida vai o recado: preparem-se, pois teremos muitas ações e, mais ainda, muita emoção. Quem viver, verá...
Ronaldo Knack
Fonte: Brasilagro
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