segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Soja fecha a semana em leve alta, com notícias de falta de chuvas no Sul do Brasil

Depois de mais um dia pressionado pelas estimativas conservadoras do USDA (Departamento Agrícola dos Estados Unidos), as cotações da soja terminaram a sexta-feira em leve alta na Bolsa de Chicago. Todos os vencimentos tiveram ganho de 1,5 cent por bushel com a mudança de posição dos fundos, que venderam contratos especulativos de milho e compraram os de soja.


Dois fatores contribuiram para a mudança de posição dos especuladores: 1) As notícias vindas da meteorologia, dando conta que as previsões para os próximos 15 dias serão de poucas ou quase nenhuma chuva na região Sul e parte do Sudeste brasileiro (incluindo Paraguai) - no momento crítico de enchimento de grãos da soja tardia; e 2) a intenção dos produtores norte-americanos em plantarem a maior área de milho na próxima safra, diminuindo a de soja (cujo preço precisará subir, para estimular o plantio dos sojicultores americanos).


Isso tudo apesar do mercado financeiro passar a sexta-feira pressionada pela falta de definição com o pagamento da divida da Grécia, e também coma a agencia Standart & Poors rebaixar a nota de crédito de 23 bancos italianos, que detem creditos gregos em seus portfólios.


Segundo o analista de Chicago, Pedro Djaineka, as cotações da soja ainda deverão sofrer as consequencias baixistas do relatório de quinta-feira do USDA (que estimou uma quebra de apenas 2 milhões de tons. na safra de soja brasileira), mas tão logo as notícias sobre o clima no sul do Brasil impactarem os especuladores mundiais, os preços deverão sofrer modificação para cima.

Paralelamente, as preocupações com um possível declínio da demanda chinesa pela soja também afetou o mercado da oleaginosa nesta sexta-feira. Já no mercado do milho, vendas especulativas atuam como fatores negativos nos preços.


Fonte: Notícias Agrícolas

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