sexta-feira, 19 de junho de 2015

Opinião: O direito de dizer o que pensamos

Tenho recebido dezenas de mensagens de assinantes de nossos textos de Motivação&Sucesso que se dizem preocupados com o que chamam de cerceamento da liberdade de manifestar sua opinião quando ela discorda do que se diz ser “politicamente correto” ou é diferente do que pensam as chamadas minorias.

Embora haja uma grande discussão sobre a autoria da famosa frase: “Embora não concorde com nenhuma das palavras que estais dizendo hei de lutar até a morte para que tenhais o direito de as dizer” ela revela bem o espírito do pensamento democrático e do direito que todas as pessoas têm de pensar diferente e manifestar seu pensamento. Assim, é preciso dar a todos o direito de expressar sua opinião sem que sejam vitimadas pelos que pensam diferente. Isso vale para todos os lados e todos os temas.

Pessoas sensatas estão preocupadas, por exemplo, pelo fato de não poderem manifestar livremente suas convicções religiosas sem serem ridicularizadas por aqueles que não acreditam ou não professam tal religião ou se dizem ateus. Da mesma forma, uma pessoa que se diga contrária à ideologia de gênero, que hoje está em debate no Brasil, é logo classificada de retrógrada, antidemocrática e contra ela se voltam com violência verbal os que são a favor. Assisti uma discussão em que defensores da instituição da família, constituída de pai, mãe e filhos foram agredidos verbalmente como pertencentes ao século 16. Isso não podemos tolerar, se queremos viver civilizadamente numa democracia constitucional. Numa sociedade civilizada todos devem ter o direito e a liberdade de manifestar sua fé sem medo e esse direito ser protegido pelo Estado.

É preciso que todos tenham os seus espaços e momentos para defender suas opiniões, sejam elas quais forem, mas que esse direito seja exercido com dignidade e de forma civilizada. Que os debates sejam racionais e não emocionalmente politizados como se pensar diferente fosse um crime contra a “modernidade” ou contra a humanidade. Não podemos querer impor o nosso ponto de vista pela violência, seja ela física, verbal ou moral. Temos que dar o direito às pessoas de pensar diferente de nós e de manifestar civilizadamente, repito, essas opiniões. Querer fazer valer a nossa opinião à força e ridicularizar e agredir quem pensa diferente é ignorância.

Assim, digo aos leitores que me escreveram: não se deixem intimidar por aquelas pessoas que querem ser donas da verdade e querem fazer valer para vocês e para todos nós a sua forma de pensar, ser e agir. Vocês e todos nós temos o direito de pensar e dizer o que pensamos, de professar uma religião, de acreditar em Deus, de defender os valores chamados “tradicionais” e de pensar de forma independente do que se diz ser politicamente correto ou como querem algumas minorias.

Pensem nisso. Sucesso!

*Prof. Luiz Marins é antropólogo, professor e consultor de empresas no Brasil e no exterior. Informações adicionais: www.marins.com.br, www.twitter.com/professormarins, www.facebook.com/programaprofessormarins






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